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Uma carta de Recomendação – Análise crítica sobre a obra “100 Cartas de uma saudade”, escrita por Ricardo Tagliaferro.


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C h s – Crítico Literário

     Trate-se de um conto fantástico idealizado pelo autor Ricardo Tagliaferro. A brilhante ideia da combinação entre título e enredo se fez presente em toda a história. O autor se utilizou de cartas para narrar toda sua infelicidade e dor sofrida, passando cada momento vivido com tamanha maestria para o leitor. O personagem, com suas falas enriquecidas de juras de amor e detalhes te fazem sentir como parte daquela história. Aparentemente, a realidade narrada pelo personagem é aquela à qual você também está estabelecido, pois o elo com a história é muito forte.

     O local escolhido por passar a trama foi de muito bom gosto, sul do Brasil, onde é conhecido por suas famosas temperatura baixas. Ora, temos que concordar que ao se tratar de solidão, saudade e tédio não há o que combine melhor com um dia frio e, para seu ápice, um dia frio com uma chuva. Como já dizia nosso nobre Djavan: “um dia frio, um bom lugar pra ler um livro, e o pensamento lá em você…”. Nunca senti uma música se encaixar tão bem como essa cairia nesse livro.

      Temos dúvidas durante a leitura sobre o real problema que sua namorada tivera, pois isso em nenhum momento fica explícito no livro, porém os mais fortes indícios são de depressão, onde chega a ser citado em algum momento da história. Talvez seria realmente a intenção do escritor que aquele real motivo para sofrimento não fosse declarado, e sim que pudéssemos imaginar das mais diversas teorias para explicar aquela triste e melancólica situação daquele jovem casal.

     O que talvez possa prejudicar a história é simplesmente o fato de, por ser narrado em várias cartas, a história em certos momentos começa a ser enjoativa e repetitiva, aquela velha melancolia lida nos romances de séculos passados, onde o sofredor pela querida amada declara das mais e belas palavras, fazendo a saudade sua sentença de morte, porém com grandes momentos de altos e baixos. Novamente caímos na dúvida em que esse tédio foi causado por mera coincidência ou que o autor nos colocou frente a história, para podermos sentir o que ele estava sentindo. É como se você nadasse, porém não saísse do lugar, vendo que todas aquelas declarações por fim resultariam em nada, e que, ao invés da escrita ser um modo de desabafar, acaba cada vez mais corroendo o personagem, a ponto de desistir de sua própria história de amor.

      Concluindo, aos apaixonados de plantão, que adoram aquela história de amor com todos os temperos de uma verdadeira paixão, como amor, ódio, alegria, saudade e algumas pitadas de tragédias, estarão diante de tudo isso e muito mais nessa belíssima obra. Para aqueles que confundirem sua realidade com a história exposta no livro, cuidado, pois toda ficção pode virar uma temida realidade.

C h s

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